DISC

Onboarding: o que é e como receber cada perfil DISC no primeiro mês

Onboarding: o que é, o que significa, quanto tempo dura, como saber se funcionou e como receber cada perfil DISC no primeiro mês na empresa.

Onboarding: o que é e como receber cada perfil DISC no primeiro mês

Onboarding é o processo de ajudar quem acabou de ser contratado a se ajustar ao lado social e ao lado de desempenho do trabalho novo, depressa e sem tropeço1. O perfil DISC de quem chega ajuda a planejar esse começo do jeito de cada pessoa, da primeira tarefa às apresentações ao time.

O que é onboarding?

É a recepção organizada de quem acabou de entrar na empresa, do primeiro dia até a pessoa trabalhar sem precisar perguntar tudo. Um artigo de Santos e Barros Neto define assim:

“O processo de onboarding, também conhecido como integração de novos funcionários, é o conjunto de atividades e orientações que uma organização fornece a um novo colaborador durante seus primeiros dias, semanas ou meses de trabalho.”2

Na pesquisa, o mesmo tema também aparece como socialização organizacional, como registra Talya Bauer num guia publicado em 2010 pela fundação da SHRM1. Um resumo de pesquisa de Hall e Paul, que trata os dois nomes como o mesmo processo, traz a definição de Bauer e colegas: é a passagem de quem chega, de alguém de fora da organização para alguém de dentro dela3.

O que significa onboarding?

No dicionário Oxford, onboarding é o processo de fazer um funcionário ou cliente novo se familiarizar com a organização ou com os produtos e serviços dela4. A palavra é uma das formas do verbo onboard5, e onboard, como adjetivo, quer dizer o que está a bordo6.

O dicionário etimológico de Douglas Harper registra on board primeiro na linguagem dos navios6, depois estendida a trem, avião e situações em geral6. No RH, quem sobe a bordo é a pessoa recém-contratada.

Para que serve o onboarding?

Para a pessoa nova se ajustar ao trabalho. No resumo de Hall e Paul, o objetivo geral da socialização organizacional é facilitar o ajustamento de quem chega, numa formulação de Bauer e Erdogan3.

Quem chega também precisa de ajuda para ler o lugar. Dutra, Dutra e Dutra, citados por Santos e Barros Neto, escrevem que as pessoas, ao entrar num ambiente desconhecido, sentem natural insegurança e tendem a ter dificuldade para ler o que o contexto pede delas2.

No mesmo resumo, as estratégias de socialização aparecem associadas, de forma moderada, à percepção de encaixe, à satisfação no trabalho, ao comprometimento com a organização e à intenção de sair, e, de forma modesta, ao desempenho e à rotatividade3. Os autores avisam que ainda não há evidência de que essas estratégias causem diretamente essas mudanças, e que faltam testes3.

Para quem aplica o DISC, a página sobre perfil profissional aponta um motivo frequente de saída no primeiro ano7. Essa saída raramente é técnica: a pessoa sabia fazer, mas o jeito de trabalhar não conversava com o do time7. Esse jeito é comportamento observável, o que o DISC mede8, e o onboarding é a hora de ajustar os dois lados, o time e quem chega.

Quais são as etapas do onboarding?

Variam de uma empresa para outra, mas Santos e Barros Neto, a partir de Giles, registram as que o processo costuma incluir2:

  • Apresentação da organização. O que a empresa faz, para quem e como se organiza.
  • Documentação. Cadastro, acessos e regras internas.
  • Integração à equipe de trabalho. Conhecer as pessoas com quem vai trabalhar.
  • Treinamento e capacitação. Aprender as tarefas, os sistemas e as ferramentas.
  • Acompanhamento e feedback. Saber se está no caminho e corrigir cedo.

Sem etapas combinadas, a integração fica por conta da própria pessoa. É o que o resumo de Hall e Paul chama de tática informal: aprender sem plano, por tentativa e erro, trabalhando no meio de quem já está ali3.

As duas primeiras etapas são iguais para qualquer pessoa. As três últimas mudam conforme o jeito de quem chega, e o perfil DISC entra no plano justamente por elas.

Quanto tempo dura o onboarding?

Não há um prazo único. No guia de Bauer, pesquisa e senso comum sugerem que quem começa num emprego novo tem cerca de 90 dias para mostrar serviço1.

Segundo o resumo de Hall e Paul, o ajustamento e os resultados de quem chega costumam ser melhores quando as experiências seguem uma sequência, num cronograma estabelecido, e quando há apoio de quem já trabalha na empresa3.

O primeiro mês é só o começo desse prazo, e com quem tem Estabilidade alta no DISC ele mostra menos ainda. A página do fator, citada também no post sobre os perfis DISC, diz que esse é o fator mais fácil de subestimar, porque ele não chama atenção9.

Como receber cada perfil DISC no primeiro mês

Com um cuidado diferente para cada fator, em três frentes do primeiro mês: o que a pessoa aprende primeiro, como entra no time e como é orientada.

O resumo de Hall e Paul põe, entre o que aparece ligado a melhores resultados, o reconhecimento e o apoio às atitudes, habilidades e capacidades de quem chega3. Os cuidados abaixo saem das páginas de cada fator e da página sobre DISC e carreira.

Dominância (D)

Dê cedo a quem tem Dominância alta uma entrega que seja dela, do começo ao fim. A página sobre DISC e carreira diz que essa pessoa rende onde decide e responde por resultado10, e um primeiro mês só de observação não dá nenhuma das duas coisas. Na primeira semana, diga também quais decisões já são dela e quais ainda passam por alguém, porque a página do fator a descreve como alguém que prefere assumir o comando a esperar o consenso11.

Influência (I)

Diga quem resolve o quê. A página do fator diz que quem tem Influência alta chega numa sala nova e sai com dois contatos12, e o post sobre os perfis DISC mostra essa facilidade no primeiro dia de um projeto. A turma se forma rápido; o que pode faltar é saber qual dessas pessoas cuida de cada parte do trabalho.

Se a pessoa for das mais reservadas, prefira apresentações em conversa de dois a uma roda com o time inteiro: a mesma página lembra que existe gente reservada com Influência alta, que convence em conversa de dois, não no palco12.

Estabilidade (S)

Dê a quem tem Estabilidade alta uma pessoa de referência para o mês inteiro, a mesma do primeiro ao último dia. Segundo a página sobre DISC e carreira, esse fator alto prospera com continuidade e time estável10, e um rodízio de padrinhos a cada semana vai na direção contrária.

Marque também uma conversa individual toda semana. O post sobre avaliação comportamental explica por que a opinião de quem tem Estabilidade alta precisa ser perguntada.

Conformidade (C)

Mostre a quem tem Conformidade alta, já na primeira tarefa, um exemplo de entrega pronta: um trabalho que a equipe já aprovou. A página sobre DISC e carreira diz que esse fator alto precisa de critério claro10, e o exemplo deixa esse critério à vista.

Para essa pessoa, a integração começa pela clareza. A página do fator diz que quem tem C alto separa vínculo de trabalho e prefere clareza a informalidade13, então a presença no café da equipe mede pouco do quanto ela já se sente parte do time.

Quatro crachás de boas-vindas, um para cada fator do DISC na sua cor, com o cuidado do primeiro mês de cada perfil
O primeiro mês de cada perfil, em quatro crachás.

Para empresas. Com o DISC de quem chega em mãos no primeiro dia, o RH e o gestor montam o primeiro mês a partir do resultado de cada pessoa.
Ver como funciona para empresas

Faça o teste DISC

Quem recebe também pesa no primeiro mês de quem chega, e vale saber o próprio jeito antes de planejar o de outra pessoa. Responda abaixo: são 64 afirmações, em cerca de 5 minutos.

Quando aplicar o DISC no onboarding?

Depois da contratação, no começo do onboarding. A página para empresas põe o onboarding entre os casos de uso do DISC e fala em entender o perfil comportamental de quem chega desde o primeiro dia14.

O time novo é um contexto que a pessoa ainda não conhece, e a página sobre perfil comportamental lembra que o mesmo padrão aparece diferente em times diferentes8. O resultado também não decide quem entra nem quem passa do período de experiência: o post sobre o resultado do teste DISC explica como compará-lo com situações reais.

Já o caminho inverso, o time mostrar os próprios resultados a quem chega, está no post sobre avaliação comportamental.

Como saber se o onboarding funcionou?

Perguntando a quem chegou, no fim do primeiro mês, sobre os três pontos que a pesquisa mais usa para medir o ajustamento. No resumo de Hall e Paul, o ajustamento de quem chega é o principal sinal de que a socialização funcionou3, e o jeito mais comum de medir usa clareza do papel, autoeficácia e aceitação social, e costuma deixar a cultura de fora3.

Ajustar-se, no mesmo resumo, é entender as tarefas principais do cargo, confiar na própria capacidade de fazê-las, sentir-se aceito na organização e entender a cultura dela3. Na conversa, isso vira três perguntas:

  • Clareza do papel. Pergunte se a pessoa sabe o que esperam dela.
  • Confiança. Pergunte se ela se sente capaz de fazer as tarefas principais.
  • Aceitação. Pergunte se ela se sente parte do time.

Depois, volte ao resultado DISC e compare as respostas com o plano do mês. Um exemplo ilustrativo: quem tem Influência alta diz que já se sente parte do time, mas não sabe direito o que esperam dela. A frente de entrar no time funcionou, e a de orientação ficou para trás.

Fontes

  1. Bauer, T. N., 2010. Onboarding New Employees: Maximizing Success. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  2. Santos, K. M. dos; Barros Neto, J. P. de, 2024. A importância do Onboarding (Socialização Organizacional) de novos funcionários: um estudo exploratório. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  3. Hall, M.; Paul, M., 2020. Umbrella Summary: Organizational Socialization. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  4. Oxford Learner’s Dictionaries, 2026. onboarding noun (Oxford Advanced Learner’s Dictionary). Consultado em 4 de outubro de 2026.
  5. Oxford Learner’s Dictionaries, 2026. onboard verb (Oxford Advanced Learner’s Dictionary). Consultado em 4 de outubro de 2026.
  6. Harper, D., 2026. Etymology of onboard (Online Etymology Dictionary). Consultado em 4 de outubro de 2026.
  7. Teste sua Personalidade, 2026. Perfil profissional: o que é e como descrever o seu. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  8. Teste sua Personalidade, 2026. Perfil comportamental: o que é, para que serve e como descobrir o seu. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  9. Teste sua Personalidade, 2026. Perfil Estabilidade (S) do DISC. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  10. Teste sua Personalidade, 2026. Teste DISC e carreira: como o seu perfil aparece no trabalho. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  11. Teste sua Personalidade, 2026. Perfil Dominância (D) do DISC. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  12. Teste sua Personalidade, 2026. Perfil Influência (I) do DISC. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  13. Teste sua Personalidade, 2026. Perfil Conformidade (C) do DISC. Consultado em 4 de outubro de 2026.
  14. Teste sua Personalidade, 2026. Teste DISC para Empresas. Consultado em 4 de outubro de 2026.

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